Olá...me chamo Cristina Pujol, sou casada e tenho uma filha, moro em Porto Alegre/RS.
Ao tomar conhecimento do Budismo imediatamente me identifiquei com os preceitos. Decidi então me aprofundar e iniciar uma pesquisa e também uma longa caminhada, cujo resultado pretendo repassar aqui neste Blog. Fiz introdução ao Zen Budismo no Via Zen, na minha cidade, no outono de 2006. Meu primeiro contato direto com o Budismo foi apaixonante e a amor primeira vista. Quando estive no Via Zen e quando pratiquei o Zazen pela primeira vez, eu não cabia em mim de tanta felicidade, percebi que havia encontrado o meu caminho, o Caminho do Meio e principalmente e o mais importante de tudo: "Eu Havia Me Encontrado!!!"





"A verdadeira sabedoria é nos compreendermos a nós mesmos." Taisen Deshimaru



"Aja como se suas atitudes fizessem diferença. Porque elas fazem."

Tashi Delek ...


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Gasshô É um expressão de respeito, fé e devoção. Junte as palmas e os dedos de ambas as mãos. Quando as duas mãos (a dualidade) se juntam, representam o Coração-Mente (a não-dualidade).





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Positivismo


Tal como são nossos pensamentos é nossa consciência: e tal como é nossa consciência, é nossa vida.
Se plantarmos uma semente de pensamento limpo e positivo e nos concentrarmos nele, damos a ele energia, tal como o sol dá energia para uma semente na terra. E tal como a semente na terra acorda, move-se e começa a crescer, os pensamentos nos quais nos concentramos acordam, movem-se e começam a crescer.
Então, vamos semear pensamentos positivos.
A cada manhã, antes de começarmos a jornada de nosso dia, sentemo-nos em silêncio e semeemos a semente da paz.

Paz é harmonia e equilíbrio. Paz é liberdade - liberdade do peso da negatividade e do desperdício. Deixemos que a paz encontre sua morada dentro de nós. A paz é a nossa força original, nossa eterna tranquilidade de ser.
Permita que seu primeiro pensamento do dia seja de paz. Plante essa semente.
Regue-a com atenção e você atingirá a calma.

(Antony Strano)






"O poder para realizarmos mudanças efetivas em nós e à nossa volta vem de uma área profunda da consciência. Só nós transformamos de fato e ajudamos a elevar o que nos cerca na medida em que nos aproximamos da nossa essência e descobrimos o universo interior."









Verso Zen

Quando curiosamente te perguntarem, buscando saber o que é Aquilo,
Não deves afirmar ou negar nada.
Pois o que quer que seja afirmado não é a verdade,
E o que quer que seja negado não é verdadeiro.
Como alguém poderá dizer com certeza o que Aquilo possa ser
Enquanto por si mesmo não tiver compreendido plenamente o que é?
E, após tê-lo compreendido, que palavra deve ser enviada de uma região
Onde a carruagem da palavra não encontra uma trilha por onde possa seguir?
Portanto, aos questionamentos ofereças apenas o silêncio,
Silêncio e um dedo apontando o Caminho.






O Dharma é a natureza básica da existência. Portanto, estar atento ao Dharma significa estar atento aquilo que mantém a existência. Manter alguma coisa é uma função do mundo dualista, porque agir, manter, é, falando de modo geral, ter um objeto.





"Que todas as coisas boas fluam para você, que todas as doenças desapareçam, que os perigos não o alcancem, que você tenha uma vida longa e feliz".





"A contemplação de nossa própria impermanência nos faz lembrar a natureza fugaz e tênue da vida; proporciona, assim, lições essenciais sobre viver o momento presente. A vida humana é uma grande benção. Se aceitarmos e assimilarmos o fato de nossa própria mortalidade, então, por definição, teremos de lidar com as questões essenciais de como vivemos e de como passamos o tempo que nos foi reservado. Precisamos para de procrastinar, de fingir que temos a eternidade para fazer o que queremos e ser o que ansiamos. Se pensarmos que queremos nos tornar seres humanos melhores e mais amorosos, é melhor começar a andar nessa direção imediatamente. A lembrança da morte nos coloca diante do fato de que a vida é como uma cachoeira que cai de um penhasco; não pode ser adiada. Sua vida é aqui e agora,neste exato momento."

Lama Surya Das



Aprenda que todo dia temos a opção de viver plenamente. Afinal de contas, "ATITUDE É TUDO".




" "Maitri" pode ser traduzido como "Amor", ou "Bondade Amorosa". Alguns mestres budistas preferem " Bondade Amorosa " por considerarem a palavra " Amor " muito perigosa. Mas eu prefiro o têrmo "Amor". às vezes, as palavras adoecem, e nós temos que curá-las. A palavra "Amor" tem sido usada como um têrmo correspondente a apetite, ou desejo, como em " Eu Amo Hambúrgueres". É necessário empregar o idioma com mais cuidado. "Amor" é uma palavra bonita e devemos recuperar seu significado. O têrmo " Maitri" tem raízes na palavra " Mitra" , que quer dizer Amigo. No Budismo o principal significado de Amor é Amizade. Todos nós possuímos as sementes do Amor. Podemos desenvolver essa maravilhosa fonte de energia nutrindo o Amor incondicional que nada espera de volta."

Mestre Thich Nhat Hanh






Meditaçao!

A dádiva de aprender a meditar é o maior presente que você pode se dar nesta vida. Porque é apenas através da meditação que você pode empreender a jornada para descobrir sua verdadeira natureza e assim encontrar a estabilidade e a confiaça de que necessitará para viver e morrer bem. A meditação é o caminho para a iluminação.

Tao Tarruze



"Preserva a fidelidade, ama o aprender, defende o bom Caminho com a tua vida. Não entres em nenhum país que seja instável: não residas num país que esteja tumultuado. Destaca-te num mundo que segue o Caminho; esconde-te quando o mundo se afasta do Caminho. Num país em que o Caminho prevalece, é vergonhoso permanecer pobre e obscuro; num país que se afasta do Caminho, é vergonhoso tornar-se rico e honrado".

Tao Tarruze




Não olhe para trás.
Não olhe para os lados.
Olhe somente para dentro, para
bem dentro de você e faça
dali o seu lugar de descanso,
conforto e recomposição.

Crie este universo agradável
para si e seja feliz.
O mundo agradecerá o seu trabalho.




Breve Histórico do Zen Budismo

O fundador do Budismo, viveu na Índia há 2.500 anos atrás. Seus discípulos, após sua morte, mantiveram-se organizados em uma Comunidade, o Sangha, que zelou pela conservação dos ensinamentos do Mestre. Breve, a Sangha fragmentou-se em uma série de escolas e seitas diversas das quais o Mahayana, ou Escola do Sul, entrou na China no início da era cristã. Na China, o Mahayana ramificou-se em uma série de escolas que estudavam o Budismo em seus aspectos filosóficos, através das Escrituras vindas da Índia. No século VI, porém, teria aparecido na China um mestre hindu de nome Bodhidarma, que teria ensinado que o Budismo não está no estudo de conceitos e idéias, mas sim na prática da meditação "Zazen", que proporcionou a Buda, a experiência libertadora, através do desenvolvimento da Intuição. Esse Bodhidarma é considerado o Primeiro Patriarca Zen da China, ao qual se seguem cinco personalidades, formando um conjunto de Seis Patriarcas.

Com o Sexto Patriarca, Hui Neng, começam a se delinear melhor os fundamentos do Zen Budismo e a literatura Zen começa a produzir obras mais importantes. No tempo de Hui Neng, o Zen Budismo se dividiu em duas escolas, a do Norte, que optava por um desenvolvimento gradativo da mente e a do Sul, que preferia a obtenção súbita e instantânea do "Satori" ou Iluminação. O Zen Budismo atual pertence à Escola do Sul.

No Japão, o Zen começou a penetrar desde o século VII, mas só a partir do século XIII tivemos a introdução oficial das diversas seitas Zen. Três são as seitas Zen Budistas japonesas, Soto, Rinzai e Obaku, todas pertencentes à Escola do Sul, acima mencionada.

Fonte: Comunidade Budista Soto Zenshu da América do Sul



Zen

Zen é o nome japonês de um ramo do Budismo Mahayana, praticado sobretudo na China, Japão, Vietnam e Coréia. A prática básica do Zen é o Zazen, um tipo de meditação contemplativa que visa a levar o praticante é "experiência direta da realidade".

No Zen japonês há duas vertentes principais: Soto e Rinzai. Enquanto a escola Soto dá maior ênfase à meditação silenciosa, a escola Rinzai faz amplo uso dos koans. Atualmente, o Zen é uma das escolas budistas mais conhecidas e de maior expansão no Ocidente.





Budismo e Zen



O Zen é um ramo da tradição budista Mahayana, e baseia-se fundamentalmente nos ensinamentos de Siddhartha Gautama, o Buda histórico e fundador do budismo. No entanto, através de sua história, o Zen também foi recebendo influências das diversas culturas dos países por onde passou.

Seu período de formação na China, em particular, determinou muito de sua identidade. Ensinamentos e práticas taoístas exerceram grande influência no Chan chinês. Conceitos como o wu wei, a natureza fluida da realidade e a "pedra não-entalhada" ainda podem ser identificados no Zen japonês e nas escolas correlatas. Mesmo a tradição Zen de "mestres loucos" é claramente uma continuação da tradição dos mestres taoístas.

Outra influência, embora menor, veio do Confucionismo -- e a isso some-se ainda a influência que o Zen recebeu do Xintoísmo ao chegar ao Japão.
Tais peculiaridades já levaram alguns estudiosos a considerar o Zen como uma escola "independente", fora da tradição Mahayana -- ou até mesmo fora do budismo. Essas posições, no entanto, são minoritárias; a vasta maioria dos estudiosos considera o Zen uma escola budista, inserida na tradição Mahayana.

Todas as escolas de Zen são versadas em filosofia e doutrina budistas, incluindo as Quatro Nobres Verdades, o Nobre Caminho Óctuplo e as Paramitas. No entanto, a ênfase do Zen em experimentar a realidade diretamente, além de idéias e palavras, o mantém sempre nos limites da tradição.

Essa abertura permitiu (e permite) que não-budistas praticassem o Zen, como o padre jesuíta Hugo Enomiya-Lassalle, que chegou a receber a transmissão do Dharma, e muitos outros. Existe até mesmo uma corrente de "Zen Cristão", assim como outras que se denominam "não-sectárias".







Práticas e ensinamentos do Zen


De um modo geral, os ensinamentos do Zen criticam o estudo de textos e o desejo por realizações mundanas, recomendando, antes, a dedicação é meditação (zazen) como forma de experimentar a mente e a realidade de maneira direta. No entanto, o Zen não chega a ser uma doutrina quietista -- o mestre Chan chinês Baizhang (em japonês, Hyakujo, 720-814), por exemplo, dedicava-se ao trabalho braçal em seu monastério e tinha por lema um ditado que ficou famoso entre os praticantes de Zen: "Um dia sem trabalho é um dia sem comida."

De fato, o Zen tem uma longa tradição de trabalho meditativo, desde atividades braçais até as mais refinadas, como caligrafia, ikebana e a famosa cerimônia do chá -- além de artes marciais, com as quais o Zen sempre esteve ligado. Essas práticas, porém, estão bem fundamentadas nas escrituras budistas, principalmente nos sutras Mahayana compostos na Índia e na China, em particular o Sutra da Plataforma de Huineng, o Sutra do Coração, o Sutra do Diamante, o Lankavatara Sutra e o Samantamukha Parivarta, um capítulo do Sutra do Lótus.

A grande influência do Lankavatara Sutra, em particular, levou à formação da filosofia "apenas mente" do Zen, na qual a consciência em si mesma é a única realidade. O Zen não é um estilo de prática intelectual ou solitário. Templos e centros de prática congregam sempre um grupo de praticantes (uma sangha), e conduzem atividades diárias e retiros mensais (sesshins). Além disso, o Zen é tido como um estilo de vida, e não apenas como um conjunto de práticas ou um estado de consciência.





Zazen


Para o Zen, experimentar a realidade diretamente é experimentar o nirvana. Para experimentar a realidade diretamente, é preciso desapegar-se de palavras, conceitos e discursos. E, para desapegar-se disso, é preciso meditar. Por isso, o zazen ("meditação sentada") é a prática fundamental do Zen.

Ao meditar, o praticante senta-se sobre uma pequena almofada redonda (o zafu) e assume a postura de lótus, a postura de meio lótus, a postura burmanesa ou a postura de seiza. Unindo as mãos um pouco abaixo do umbigo (fazendo o mudra cósmico), ele semicerra suas pálpebras, pousando a vista cerca de um metro à sua frente. Na escola Rinzai, os praticantes sentam-se virados para o centro da sala. Na escola Soto, sentam-se virados para a parede.

Então o praticante "segue sua respiração", contando cada ciclo de inspiração e expiração, até chegar a dez. Então o ciclo recomeça. Enquanto isso, sua única tarefa é manter uma mente relaxada, aberta, concentrada mas sem tensão, e estar presente no "agora" do momento, sem se deixar levar por pensamentos ou ruminações. Quando isso acontece, ele volta a se concentrar na contagem. Os praticantes mais experientes, cujo poder de concentração (samadhi) é maior, podem abster-se de contar ou seguir sua respiração. Fazendo assim, eles estarão praticando o tipo de zazen chamado shikantaza, "apenas sentar-se".

A duração de um período de meditação varia de acordo com a escola. Embora o período tradicional de meditação seja o tempo que uma vareta de incenso leva para queimar (de 35 a 40 minutos), escolas como a Sanbo Kyodan recomendam a seus alunos que n?o meditem por mais de 25 minutos por vez, pois a meditação pode tornar-se inerte. Na maioria das escolas, porém, os monges rotineiramente meditam entre quatro e seis períodos de 30-40 minutos todos os dias. Quanto a leigos, o mestre Dogen dizia que cinco minutos diários já eram benéficos -- o que importa é a constância.

Durante os retiros (sesshins) mensais, porém, as atividades são intensificadas. Com duração de um, trás, cinco ou sete dias, a rotina dos retiros prevê de nove a 12 períodos de 30-40 minutos por dia, ou até mais. Entre cada período de zazen, os praticantes "descansam" fazendo kinhin (meditação andando).





O professor



Como o Zen dá é muito importante para o treinamento do praticante. De um modo geral, um professor de Zen é uma pessoa ordenada em qualquer escola que tenha recebido permissão para ensinar o Dharma a outros.

Uma parte central de toda a tradição Zen é a noção de transmissão do Dharma, ou seja, a idéia de que há uma linhagem ininterrupta de mestres que, a partir de Buda, transmitiram e receberam os ensinamentos e atingiram pelo menos algum grau de realização. Essa noção se originou da famosa descrição do Zen feita por Bodhidharma:

Uma transmissão especial, fora das escrituras;
Sem depender de palavras ou letras;
Apontando diretamente é mente humana;
Contemplando a própria natureza e atingindo o estado de Buda.

Quando um professor é reconhecido oficialmente como tendo atingido um certo grau de realização e é admitido à linhagem de mestres, diz-se que ele "recebeu a transmissão do Dharma". Desde pelo menos a Idade Média, essa transmissão, "de mente a mente", "de mestre a discúpulo", tem tido um papel fundamental em todas as escolas de Zen. Durante a cerim?nia de transmissão, o novo professor é presenteado com uma carta genealógica que mapeia toda a linhagem, de Buda até ele próprio.

Títulos honoríficos ligados a professores que receberam a transmissão do Dharma incluem: na China, Fashi e Chanshi; na Coréia, Sunim e Seon Sa; no Vietnã, Thay; e, no Japão, Osho ("sacerdote"), Sensei ("professor") e Roshi ("professor mais velho"). De um modo geral, fala-se em um "mestre Zen" apenas em referência a professores de renome, especialmente os medievais ou os antigos.





A Iluminação


No Zen, a iluminação é geralmente chamada de satori ou kensho. O kensho é o primeiro vislumbre, por assim dizer, da verdadeira natureza da realidade e de si mesmo, é mais breve e pouco profundo. O satori, por sua vez, é uma experiência mais profunda e duradoura, em que o praticante tem uma experiência intensa da Natureza de Buda, e vê sua "face original".

Não se trata, porém, de uma experiência visionária. Embora algumas pessoas suponham que a experiência de iluminação deva levar quem a experimente a universos de luz intensa, ou coisa que o valha, o depoimento dos mestres Zen contradiz essa hipótese. Perguntado sobre como sua vida era antes e como ficou depois do satori, um mestre Zen moderno respondeu: "Agora meu jardim parece mais colorido."

Na iluminação, o praticante não é arrebatado a nenhum outro lugar.

Outra suposição comum é que, sendo iluminado, o fluxo de pensamentos para, e o praticante fica como um espelho polido, refletindo a pura realidade sem pensamentos que o atrapalhem. Pelo contrário, os pensamentos não param -- o que ocorre é que o praticante abre mão deles, deixa-os passar, esquece deles, e esquece de si mesmo. Quando o Quinto Patriarca, Hongren (em japonês, Daiman Konin, 601-647), decidiu escolher quem o sucederia, propôs a seus discípulos que tentassem captar a essência do Zen em um poema; o autor do melhor poema seria seu sucessor. Quando receberam a notícia, os monges já sabiam quem seria o vencedor: Shenxiu, o aluno mais antigo de Hongren. Ninguêm se deu ao trabalho de competir com ele. Apenas esperaram, e Shexiu escreveu seu poema e o pendurou na parede:

"Este corpo é a àrvore de Bodhi.
A alma é como um espelho brilhante.
Toma cuidado para que sempre esteja limpo,
não deixando o pó se acumular sobre ele".

Todos os monges gostaram. Com certeza Hongren também iria gostar. Entretanto, no dia seguinte havia outro poema pendurado ao lado, que alguém havia pregado durante a noite:

Os monges ficaram assombrados. Quem teria escrito aquilo? Depois de algum tempo, descobriram: o autor do poema era Huineng, o cozinheiro do monastério. E, percebendo sua realização, foi a ele que Hongren estendeu seu manto e sua tigela, fazendo de Huineng o Sexto Patriarca.



Ensinamentos radicais


Algumas das histórias tradicionais do Zen descrevem mestres usando estranhos métodos de ensino, e muitos praticantes de hoje tendem a interpretar essas histórias de maneira excessivamente literal.

Por exemplo, muitos ficam indignados quando ouvem histórias como a do mestre Linji, fundador da escola Rinzai, que disse: "Se você encontrar o Buda, mate o Buda. Se você encontrar um Patriarca, mate o Patriarca." Um mestre contemporâneo, Seung Sahn, também ensina a seus alunos que todos precisamos matar três coisas: matar nossos pais, matar o Buda e matar nosso professor (no caso, o próprio Seung Shan). No entanto, é claro que nem Linji nem Seung Sahn estavam falando de maneira literal. O que eles queriam dizer era que precisamos "matar" nosso apego a professores e coisas externas.

Quando visitam templos ou centros de prática Zen, os iniciantes que leram muitas dessas histórias e esperam encontrar professores iconoclastas normalmente se surpreendem com a natureza conservadora e formal das práticas.





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Compassividade

Uma mente compassiva vê beleza e protege a vida naturalmente. Porém, a mente compassiva, que é a mente do bodhisatva, ainda tem dentro de si um paradoxo, ainda tem dentro de si um eu e tem dualidade. Porque existe o outro e ele tem compassividade pelo outro, ele ainda não tem uma mente completamente iluminada. Chama-se isto de iluminação com resíduos.  O pensamento de compaixão ainda é um pensamento onde existe o “eu estou aqui e eles estão lá”. O sentimento de compaixão é um sentimento que tem dentro de si naturalmente a dualidade. Então quando surge o fim da dualidade em que o eu se dissolve, não existe mais o caminho da virtude nem o caminho da compaixão, porque a não dualidade implica que não existe o eu e o outro, a dor dos outros é a minha dor. O sentimento de compaixão desaparece dentro de uma concepção de perfeita unidade.

Mesmo assim essa unidade não diz, eu sou a unidade. A unidade é vazia completamente de um eu, por isso o conceito de vazio torna-se tão importante no budismo. Porque, de que as coisas estão vazias? As coisas,  todos os fenômenos, nós, somos vazios de um eu. Porque não existe eu algum, então, o vazio são esses próprios fenômenos. Se o vazio são os fenômenos, então os fenômenos são o próprio vazio. Por isso vocês todos são a vacuidade e a vacuidade somos todos nós e a miríade de todas as coisas. Por isso é necessário esquecer-se de si mesmo para ser iluminado pela miríade de todas as coisas. Essa é a essência do ensinamento Budista. 

Monge Genshô 



Em Gasshô, Cristina





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Há natureza búdica dentro de cada ser

Tathagatagarbha é a natureza búdica dentro de cada ser, mesmo que nós sejamos evanescentes, mutáveis, eternos, mesmo que cada parte nossa seja assim, essa onda cármica que nós somos tem uma natureza onírica. Ela parece profundamente real, mas é toda construída dentro da nossa consciência e na maneira como nós olhamos. O que seria realidade? Seria a visão das coisas tais como elas realmente são. Há outra palavra para isso: talidade, que significa as coisas tais como realmente são. Nós não vemos as coisas tais como elas são, nós vemos através de óculos, de distorções, de coisas que pensamos, de conceitos que temos sobre a vida. A iluminação é tirar os óculos e ver tudo com nitidez. Você vê tudo com nitidez quando retira os óculos das ilusões, essa é a mesma ideia de quando falamos que estamos dormindo e por isso a qualidade da nossa percepção é onírica, é de sonho, se eu retiro essa qualidade de sonho da minha visão eu desperto. É isso que significa a palavra Buda: aquele que despertou. 

Fonte: Centro de Dharma Zen Palmas - Daissen-ji



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Que bom que esquecemos do passado

Nosso problema não é o registro do passado, mas o acesso a ele. Como acessar? Seria impossível para nós vivermos, se nós rememorássemos toda a nossa vida em seus mínimos detalhes e por isso o esquecimento é necessário. Há um conto de Jorge Luis Borges, no livro Ficções, que chama-se Funes, o memorioso. Funes é um indivíduo que lembra cada mínimo detalhe de tudo que aconteceu em sua vida. Cada árvore, cada posição de pés das pessoas, cada palavra dita, cada expressão, tudo. E tudo está presente na mente dele em todos os momentos, então Funes tem que se isolar num quarto escuro e a cabeça dele não para, porque tudo está presente a todo momento. Parece zazen, não é? Então, o esquecimento na verdade é uma benção, é bom que o tenhamos . Todos nós já fomos covardes, abjetos, mentirosos, desonestos, em algum momento. Que bom que esquecemos para podermos viver novamente.

Fonte: Daissen Zendô



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Por que temos dificuldades com a morte?

Aluno – Eu gostaria que o senhor falasse sobre o nirvana...
Monge - Ir para o nirvana significa não se manifestar novamente, extinguir o carma, mas isso é raríssimo. Normalmente o que acontece é que a gente tem muitos resíduos de carma,  até mesmo vontade de ajudar outras pessoas, e então você retorna. Porque tem esse sentimento, esse sentimento faz você retornar.
que na verdade, olhando profundamente, não existe uma coisa tal como 'outras pessoas'. Todas as outras pessoas são eixo de redemoinho, todos eles mera construção, ilusão, não existe isso, até parece que existem outras pessoas, mas é uma ilusão fortíssima, não é ilusão, é delusão, eu olho aqui e vejo cada um e cada um me parece sólido, real. Vocês também têm a mesma sensação. Como a gente se dá conta de que na verdade são redemoinhos, movimento cármico e que irão se extinguir? Por isso é que a gente tem tanta dificuldade com a morte.

Fonte: http://opicodamontanha.blogspot.com.br

 



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A iluminação está disponível, o que acontece é que nós não conseguimos agarrá-la, porque nós não estamos preparados para isto e, se a pessoa tiver a mente muito conturbada, ela não consegue nem ver o passarinho, e se vir o passarinho joga pedra nele. É uma questão de mente, não consegue ver nada, está perdido completamente. Mas uma pessoa razoavelmente normal, ela tem algumas experiências muito lindas, só que  não consegue mantê-las. Não consegue segurar aquilo e não pode decidir ter, não pode dizer assim: “agora vou me desligar de tudo e mergulhar numa experiência”. Essa habilidade de poder mergulhar na iluminação a qualquer momento, nós chamamos de “Satori”, e essa é dificílima, porque exige uma condição mental em que você acha e vê a sua vida a cada momento, como perfeita, em que a noção de um eu foi inteiramente esquecida. 

Monge Genshô



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"É na quietude e na paz do silêncio que verdadeiramente despertamos. E é na quietude que abrimos a mente..."

Cristina Pujol



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A mente inclui tudo

"Vai levar muito tempo até encontrares a tua mente calma e serena na meditação. Muitas sensações aparecem, muitos pensamentos e imagens surgem, mas são apenas ondas da tua própria mente. Nada vem do exterior da tua mente. Habitualmente pensamos que a nossa mente recebe impressões e experiências do exterior mas essa não é a verdadeira compreensão da nossa mente. A verdadeira compreensão é que a mente inclui tudo. Quando pensamos que alguma coisa vem do exterior significa apenas que algo surge na nossa mente. Nada fora de ti te pode perturbar. Tu próprio é que crias as ondas na tua mente. Se deixares a tua mente tal como é, ela tornar-se-á calma. Esta mente chama-se Grande Mente."

Shunryo Suzuki Roshi (1905-1971)



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A Meditação Zen

A meditação Zen tem como objetivo ir além da mente, isto é, além dos pensamentos, alcançar-se a consciência que tudo cria, que tudo observa, a nossa natureza original silenciosa, pacífica, intuitiva, a nossa realidade última.
A meditação Zen pretende relembrar o conhecimento intuitivo e absoluto, além dos esquemas mentais, e dissolver o ilusório "eu" ( que se acredita ser uma unidade isolada do Todo da existência ) dissolvendo-o no Universo experimentando um sentimento de unidade cósmica, paz e felicidade.



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A consciência da Unicidade, ou consciência Búdica manifesta a compaixão por todos os seres, pois todas as formas são manifestação da pura e mesma consciência, não havendo diferenças, nem contrastes nem qualquer competição. 



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A Iluminação

No Zen, a iluminação é geralmente chamada de satori ou kensho. O kensho é o primeiro vislumbre, por assim dizer, da verdadeira natureza da realidade e de si mesmo, é mais breve e pouco profundo. O satori, por sua vez, é uma experiência mais profunda e duradoura, em que o praticante tem uma experiência intensa da Natureza de Buda, e vê sua "face original". 

Não se trata, porém, de uma experiência visionária. Embora algumas pessoas suponham que a experiência de iluminação deva levar quem a experimente a universos de luz intensa, ou coisa que o valha, o depoimento dos mestres Zen contradiz essa hipótese. Perguntado sobre como sua vida era antes e como ficou depois do satori, um mestre Zen moderno respondeu: "Agora meu jardim parece mais colorido." 

Na iluminação, o praticante não é arrebatado a nenhum outro lugar. Outra suposição comum é que, sendo iluminado, o fluxo de pensamentos para, e o praticante fica como um espelho polido, refletindo a pura realidade sem pensamentos que o atrapalhem. Pelo contrário, os pensamentos não param, o que ocorre é que o praticante abre mão deles, deixa-os passar, esquece deles, e esquece de si mesmo.

Quando o Quinto Patriarca, Hongren (em japonês, Daiman Konin, 601-647), decidiu escolher quem o sucederia, propôs a seus discípulos que tentassem captar a essência do Zen em um poema; o autor do melhor poema seria seu sucessor. Quando receberam a notícia, os monges já sabiam quem seria o vencedor: Shenxiu, o aluno mais antigo de Hongren. Ninguêm se deu ao trabalho de competir com ele. Apenas esperaram, e Shexiu escreveu seu poema e o pendurou na parede:

"Este corpo é a àrvore de Bodhi. A alma é como um espelho brilhante. Toma cuidado para que sempre esteja limpo, não deixando o pó se acumular sobre ele".

Todos os monges gostaram. Com certeza Hongren também iria gostar. Entretanto, no dia seguinte havia outro poema pendurado ao lado, que alguém havia pregado durante a noite.
Os monges ficaram assombrados. Quem teria escrito aquilo? Depois de algum tempo, descobriram: o autor do poema era Huineng, o cozinheiro do monastério. E, percebendo sua realização, foi a ele que Hongren estendeu seu manto e sua tigela, fazendo de Huineng o Sexto Patriarca. 



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A Mente Única

Todos os buddhas e todos os seres comuns nada mais são do que a mente única. A mente é sem início e sem fim, não-nascida e indestrutível. Não tem cor nem forma, não existe nem não-existe, não é velha nem nova, longa ou curta, grande ou pequena, já que transcende todas as medidas, limites, nomes e comparações. É o que vocês vêm diante de vocês.
Comecem a pensar sobre isso e imediatamente estarão errados. É como um vazio ilimitado, que não pode ser sondado ou medido. A mente única é o Buddha, e não há distinção entre o Buddha e os seres comuns, exceto pelo fato de que os seres comuns estão apegados às formas, e assim procuram pela natureza búddhica como se ela estivesse fora deles mesmos. Por causa desta procura, eles perdem a natureza búddhica, já que estão usando o Buddha para procurar o Buddha, usando a mente para procurar a mente.
Mesmo que continuem por um milhão de éons, nunca serão capazes de encontrá-la.Não sabem que o que todos eles têm de fazer é colocar um fim ao pensamento conceitual, e então o Buddha aparecerá diante deles, pois esta mente é o Buddha e o Buddha são todos os seres sencientes. Não é menos para os seres manifestos nas coisas comuns, nem mais para os seres manifestos nos Buddhas.

Huang-po Hsi-yun

 

Fonte: Dharmanet



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O que é Samadhi?

"Samadhi é o estado de profunda concentração. É obtido na prática de meditação. Com o corpo imóvel, a respiração profunda e inicialmente observada, a expiração lenta sob tensão do abdomen, a musculatura relaxada, o corpo como uma estátua, a mente "como um leão prestes a saltar", em completa atenção, longe de qualquer fantasia, criam-se as condições para o samadhi. Quando ele surge nada mais é observado, a mente se torna livre de pensamentos obsessivos e invasivos, de seqüências associativas, a percepção do mundo em torno fica cada vez mais nítida."


Monge Genshô 



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Por Todas Pessoas

A felicidade não é um acontecimento individual – sua natureza é a interconexão. Quando somos capazes de fazer um amigo sorrir, a felicidade dele vai nos nutrir também. Sempre que descobrimos os caminhos que levam à paz, alegria e felicidade, fazemos isso por todas as pessoas. Devemos começar nos alimentando de sentimentos alegres. Sairmos e praticarmos a meditação andando, desfrutando o ar puro, as árvores, as estrelas no céu à noite. O que fazemos para alimentar a nós mesmos? É importante discutirmos esse assunto com os amigos mais próximos a fim de descobrirmos meios concretos de nutrir a alegria e a felicidade.

Se formos bem-sucedidos nessa missão, nosso sofrimento, nossa tristeza e nossas formações mentais dolorosas começarão a se transformar. Quando o corpo é invadido por bactérias infecciosas, os anticorpos as aprisionam, tornando-as inofensivas. Se não houver anticorpos suficientes, o corpo cria outros tantos para neutralizar a infecção. De forma semelhante, quando inundamos o corpo e a mente com os sentimentos da alegria da meditação, corpo e espírito se fortalecem. Sentimentos alegres têm a capacidade de transformar a dor e a tristeza que estão em nós.


Thich Nhat Hanh: Ensinamentos sobre o Amor(Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2005)



Em Gasshô, Cristina





Cristina em




Meditar não é Fugir

Meditar não é evitar problemas ou fugir das dificuldades. Nossa prática não consiste em fugir. Nossa prática consiste em adquirir bastante força para enfrentar, efetivamente, os problemas. Para isso, precisamos estar calmos, sólidos e viçosos. É por isso que precisamos praticar a arte do ponto final. Quando aprendemos a parar, ficamos mais calmos, e a nossa mente, mais lúcida, como as águas que ficam mais claras após terem se assentado as partículas de lama. Sentando tranquilamente, apenas inspirando e expirando, desenvolvemos força, concentração e lucidez. Portanto sentem-se como uma montanha. Nenhum vento pode derrubar uma montanha.

Thich Nhat Hanh - Vivendo em Paz

 



Em Gasshô, Cristina





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"Buda pode ser considerado o mestre dos livres pensadores, não impondo seus ensinamentos, dando plena liberdade de deliberar sobre eles, podendo cada um julgar a seu modo, até encontrar a Verdade dentro de Si."

 

Fonte: Budismo - A Psicologia do Auto Conhecimento - Editora Pensamento, pág 19.



Em Gasshô, Cristina